Bem Vindo ao Universo Onde São Criados Meus Mundos, Meus Relatos e Labirintos de Vidro...

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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Ponte a Flautista, e o Outro Lado do Rio... 3ªparte

     Há tempos eu espero por este dia, O Teatro! aquele silêncio a acústica perfeita, uma noite para um consagração, a realidade é que esperei por todo esse tempo para poder tocar para meu amor, lá do alto em meio a platéia, seus olhos brilham pra mim orgulhosa, contente, feliz por ser sua alma espalhada em minhas notas sopradas, falta poucos minutos para minha consagração, diante de tudo e de todos, além de mostrar minha obra, fazer minha maior declaração de amor...
     Feito! foi realmente exelente, o público, os aplausos e as rosas jogadas ao palco em sinal de gratidão, nada como estrear com aquele orgulho, posso sim agora retornar ao meu lar com a cabeça erguida e quando chegar, entrei com meu amor no colo, e comemoraremos por toda a noite acordados....

     Mas que estranho, essa manhã não escutei os sinos da igreja, nem os caminhões de lixo que toda quinta passam, até mesmo os pássaros não inventam mais nada por entre os galhos da laranjeira ao lado da janela de meu quarto. saí para a rua e nem mesmo o carteiro apareceu, o cimento da calçada está limpo, e até os degrais da escadaria de madeira que papai me ajudou a fazer não rangem mais, por onde está toda a vizinhança? Por fim ao final da rua, vejo a ponte que leva ao outro lado de rio, oras mas o que fazes aqui? Lá longe vejo minha amada, sentada ao beiral da ponte lendo um livro de romance: "Para Sempre Seu" de algum autor que nunca ouvi falar, mas oras por quê choras meu amor?
     Ela se levanta calmamente do muro, se volta para a ponte, está trêmula, talvez por causa do frio, coloca seu marcador de página preferido fecha o livro, e o abraça forte contra o peito, cabelos ondulados soltos contra o rosto, cobrem um pouco dos olhos escuros que há anos me cativaram, ela olha para o bolso de seu sobre-tudo e guarda o livro com calma, e do outro bolso tira a uma flauta doce, e desde quando ela é flautista? ela arrisca tocar, mas não consegue, desiste e a guarda novamente, se debruça no muro e desaba a chorar...

     Se levanta, respira, me dá as costas e volta a caminhar, acho que a culpa é minha, acho que fiz algo, tenho o costume de ferir sem notar, e ainda vou descobrir, o que realmente aconteceu, volto com ela, até nossa casa, eu a abraço e tento protegê-la do frio, como sempre o fiz nessa época do ano,  começa a chover, levemente, mas não deixa de ser aquela chuva fria no começo do inverno, eu procuro te proteger, e vc só pensa em proteger sua flauta, no final da ponte, vc olha pra mim, e grita: "Como você pode me deixar aki!!"....

     É estranho, não me lembro de ontem, não me lembro de como ficamos ao dormir, na verdade, me lembro de ter visto o livro e não me lembro do sobre-tudo, me lembro de seus cabelos, mas acordei quase esquecendo o meu nome.
     Chegando ao portão de casa, aquele cheiro de tinta fresca, o piso molhado e alguns raios de sol arriscam tomar conta dos céus, assim que entramos vc recolhe alguns jornais molhados no chão, leva pra dentro os deixa em cima da mesa, vai até a estante e desajeitadamente na ponta dos pés guarda o livro, volta a mesa com a flauta nas mãos junta os jornais e os abraçam com força, eu gostaria de poder fazer algo se me desse atenção, mas realmente não sei o que fazer. Logo você solta os jornais e corre para o quarto, bate a porta com força fazendo os crystais do lustre da sala baterem como mensageiros ao vento...

     Vou aos jornais ver o que te deixaste tão triste, e na capa as notícias da manhã desse mesmo dia de um mes atrás... "Um acidente na ponte sobre o grande rio, do lado de lá um acidente entre dois carros, um deles atravessava a ponte em alta velocidade em um carro esportivo, o motorista embriagado não percebera que estava para entrar na ponte um outro carro com um casal que acabara de sair do teatro, a vítma foi um jovem flautista que distante de tudo que poderia imaginar, voltava para casa com a namorada, o relato da namorada é que o carro vinha em alta velocidade e aparentava estar perdendo o controle, ela relatou também que a vítma ao ver que o impacto seria eminente jogou o carro para o outro lado da ponte com o intuito de preservar a vida dela, o motorista do carro sport sofreu leves escoreações, passa bem, e vai responder o processo sobre a acusação de homicído doloso, quando se tem a intenção de matar, ele se encontra em casa e vai sim responder o precesso em liberdade..."

     Lembrei que não dava mais tempo pra frear, lembrei que todos os dias de manhã, ela me acordava aos beijos dizendo que me amava... Agora tudo faz sentido, agora eu lembro de tudo, agora acredito que tomei a decisão certa. Ela sai do quarto e volta as ruas, acho que agora só existe uma coisa a ser feita....(continua)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Quando Escrevem Sobre Mim nas Paredes das Ruas...

     Fato que estou acostumado, quando falam de mim, quando citam meu nome em qualquer lugar, quando inventam as palavras, e quando as criam em gírias que não entendo, to acostumado a ser julgado como tal marginal, não me importo de ser assim na cabeça das pessoas que pouco me importam, fico triste quando alguém me engana, e não posso falar que sou esperto nisso, pois sou apaixonado no ser humano e ele vive me puxando rasteiras, eu não conheço os olhos falsos, não conheço a impureza de certas almas, em uma multidão de pessoas vejo um assassino como tento ver impurezas microscópicas a olho nu, em um simples copo de água....

     Me disseram uma dia que o mundo acaba apenas pra quem morre, é relativo se formos dizer sobre uma pessoa que vive de observar a vida alheia, se ela fica sem notícias, fica sem o mínimo de atenção das pessoas, lutam pela mesma atenção de cachorros vadios mortos de fome que te olham enquanto se alimenta, sem os fatos, eles morrem, e para sobreviver, criam palavras, piadas, e histórias, aumentam, distorcem, esmagam.... Que Deus perdoem suas almas malvadas, eles não sabem realmente o que fazem, se soubessem, perceberiam no fim de suas vidas medíocres que tiveram uma vida inteira pra cuidar, e por não terem notado isso, a própria praga as consomem no final de suas trilhas, que nem sempre chegam onde deveriam chegar....

     Um dia disseram que eu devia prestar atenção e abrir os olhos com as pessoas a minha volta, mas o que devo fazer mesmo é manter o meu mundo à minha volta, meus pensamentos e decisões, minhas vontades e meus segredos, não existe lugar melhor do que o lar, e o lar dos meus pensamentos é dentro da minha mente, minha vida e meu coração, onde os instrumentos e as ferramentas não tem limites de resistência e não sabem exatamente nada sobre a dor, pois quando o ódio alcança os olhos de quem já se sentiu morto por dentro um dia, nada mais tem tanta importância a não ser sobreviver sem dizer que tem necessidade de se comunicar....


                                                                                                                           Por André Lopes da Silva

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A Ponte a Flautista, e o Outro Lado do Rio... 2ªparte

     O vento pára quando as palavras cessam até mesmo dentro de minha cabeça, parece que o destino faz questão de me mostrar que está mesmo ali ao meu lado prevendo meus passos, mostrando minha fraqueza para todos, por onde passo, mas tudo bem agora não vejo ninguém por perto, posso chorar de saudades se assim desejar.....

     Faz pouco tempo fiz uma nova música, com alguns sopros apenas, sinto falta de alguém que não lembro, a música me faz lembrar dela entrando em casa, deixando os cadernos no chão e me dando um abraço aquele perfume doce suave e aquele olhar o qual me lembro apenas de ter visto de verdade era o carinho sem traços, curvas ou máscaras....
     Estive nas margens do rio essa tarde, com um pedaço de grama brincava com a água desenhando curvas que se desmanchavam com o ondular macio da leve brisa que assoviava com o passar dos minutos. Enquanto isso do outro lado do rio, nada mais escuto, nem os passos, nem as vozes, até o medo me deixará para tras, mas quando ameaço pisar a ponte, ela aparece denovo, com o mesmo vestido aquele jeito de andar me lembra alguém que conheço? Aperto os olhos com o intuito de enxergá-la melhor, em vão....
     Ainda tenho medo de enfrentar a ponte, ainda tenho medo do outro lado do rio, a ponte nem me parece tão segura assim, posso cair e me afogar, mas esperar aqui também não me trará a voz dela, nem seu nome, nem ela o motivo dos meus medos....
     Flauta doce aparentemente esculpida em cedro, já vi ocarinas mais belas feitas de barro, é o que parece que ela tem em mãos, um flautista, o que faria uma flautista no meio dessa ponte? O suave assoviar da brisa das tardes era a bela jovem tocando sua flauta, ela volta seu olhar eu curioso mas tímido me curvo a entender que pretendo ver sem precisar um passo sequer dar, ela entende com perfeição e corre desesperadamente para o lado onde estou, nao vou fugir, vou esperar ela chega ao meu lado, e olha no chão, parece que sente nos pés desacalços a terra firme passar por entre os dedos, nos olhamos frente a frente por alguns minutos sem nada falar, minha mãos soam trêmulas ao admirar tanta beleza e perfeição misturadas com uma leve lembrança de alguém que já conheci, ela estende sua pequena e frágil mão com o intuito de me entregar a flauta, aqueles olhos que já vi em algum lugar o qual não me lembro dos traços mas sim do carinho, sorri e me diz: "Toque-a para mim, me deixe escutar, faz tanto tempo que estou querendo ouvir, o que me diz? pode tentar? ......(continua)

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A Ponte a Flautista, e o Outro Lado do Rio... 1ªparte

     Faz tempo que não vejo o que acontece do outro lado do rio, o rio que leva as histórias pro mar, que leva adiante as mágoas, alegrias e tristezas, que leva destinos que permite a vida e que a tira se assim o desafiarem, tenho medo da ponte, daquele lado me tiraram a humildade, me tiraram a fé, me levaram embora meus tesouros mais valiosos, que com muito custo me ensinaram. Existe paz aqui, existe um vazio que completa o onde se cria a maior de todas as fraquezas, o medo de viver....
    A aventura se completa quando alguém aponta do outro lado, sorri, de leve, caminha com pés juntos, sim está sobrio, ou sobria? É um homem? Uma mulher? tem cabelos longos escuros traços leves, sim é uma mulher, alta, magra, sombrancelhas pequenas sem maquiagem, vestido de gueixa segurando uma pétala de rosa em uma das mãos, a outra trêmula se apoia em um dos muros da ponte, ela para no meio do caminho e se debruça sobre o muro da ponte lança a pétela ao rio e uni as mãos como um sinal de prece. Ela se levanta e volta a lançar aquele olhar enigmático, jogando o cabelo por de trás das orelhas, parece que a conheço, já a vi em algum lugar, mas por quê está chorando? ela se vira retorna para aquele lugar da onde tenho medo e não gosto de ohar, me viro também e volto para meus cadernos e pensamentos, não resisto e volto a olhar para o outro lado da ponte e logo a vejo vindo caminhar, decidida olhando para mim vindo em minha direção, o que fazer? Pra onde ir? O que falar? É nessas horas que penso porque realmente vim para esse lado, sem querer, sem pensar, sem saber onde ir, ou onde chegar....(continua)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Ficar Confuso é Fácil Quando @.com

          Tá difícil dizer o que pensar, na guerra do amor, as maiores armas são a defesa e a paz, quando a paz é quebrada, a defesa fica sem munição para combater...

          Existiram tempo em que as pessoas mal se falavam, tempos que a luz era feita de fogo, o chão era de pedras e terras, o metal era visto em ferramentas, máquinários, veículos com tração animal, as roupas tinham poucas cores e o respeito e a moral eram requisitos indispensáveis para se viver em uma sociedade. Pais casavam suas filhas, famílias se uniam com a própria família, famílias eram grandes e moravam em grandes fazendas, o jogo levava a falência grandes proprietários de terras, outros triplicavam as terras e se tornavam famílias de nove pesado em pequenas cidades...

          Para se comunicar usávam cartas, mensageiros, um meio completamente funcional, porém lento, mas elas esperavam as poesias de seus amados, cada dias, cada hora, cada minutos na janela, esperando a carta do seu amor chegar, a lia escondido do pai, guardava como um único tesouro, quando se viam se abraçavam forte pois faziam tempo que não se viam, tinha tantas coisas pra contar, tanto para conversar, tanto para se beijar e olhar os olhares um do outro, quanta poesia, quanta vontade de viver, quanto sentido em viver....

          O futuro chega e a queda da moral e dos bons costumes anunciam o nascer da era tecnológica, as música  morre, a decência morre, os poetas morrem, o namoro de portão morre, tudo é feito de impulsos elétricos e sinais transmitidos invisivelmente pelo ar atravéz de células, antenas, satélites, cabos de fibra óptica... Até quando seremos feitos de imaginação? O futuro ao meu ver me assusta quando penso que verei minha garota apenas por celular, que verei meus irmãos apenas por mensagens instantâneas pela internet, talvez sejam tantos prós, que nem vemos os contras, talvez ainda exista tempo, talvez seja tarde demais... Talvez não seja nada...rsrs

          Por hora prefiro mostrar que não estou contente com os passar desses dias, algo me incomoda, nada de muito impressionante, ou surpreendente, mas me incomoda, espero poder dizer, quando chegar o dia em que descobrirei por mim mesmo!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O Império dos Recados Esquecidos...

         O fracasso da falha volta a aparecer no Império dos Recados Esquecidos, alguns detalhes deixam de ser entregues como alguns poucos passos deixam de ser realizados para o bem de um "todo".


         "...Faz muito tempo que ando escrevendo pra ver se alguém um dia consegue me escutar,
             pois se eu gritar no meio dessa multidão, vão me achar estranho, e ignorar..."

                      (Faz Muito Tempo por André Lopes da Silva)

          E de que adianta mesmo gritar sendo que ninguém escuta, de que adianta tanta luta sendo que vai faltar gás para a reta final, mas o aviso é claro da falta de fôlego, da falta de combustível, da falta de fé, o aviso está lá sempre o mesmo escrito com as mesmas palavras e pintado com as mesmas cores... Felizmente todos foram avisados, os inscritos, os mais fracos, os neutros, e os viajantes...

          Agora sobra o sonho, o relato de derrota ou o grito de vitória, nada de muito diferente que o dilema do ouriço, mas o frio na barriga, o entusiasmo, e a ansiosidade, discutem dentro da minha cabeça com a ousadia, o talento, e o dom de dizer NÃO ao amanhã, sendo que o maior desejo ainda é o de viver eternamente...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Um Pouco do que Pensei Ontem antes de Dormir....

  

            É um tanto o quanto fácil relatar sobre falsidade quando seu nome não está na lista dos julgados, principalmente cumprimentar pessoas indesejáveis ou bêbados que vagam em rodoviária, olhos são feitos para enxergar buracos fundos, preços altos, insultos e pessoas em geral, o resto passa despercebido, como um corpo qualquer ou aquela última onda de água salgada que verá em vida....

            Não me diga que só me cunprimentou porque não havia reparado que era eu, pois sendo superior a você em quase tudo, é provável que tenha sentido meu cheiro à kilômetros daqui, mas para ficar melhor o texto, vamos tirar “você” que tanto já foi citado como pouco deve ter o nome escrito... A dinâmica do vento é facinante, ontem vi duas aeronaves da Força Aérea Brasileira sobre voando os céus, rápidas como um relâmpago e barulhentas como os trovões das últimas tempestades de verão. São lindas máquinas, aves de aço que planam e dançam e mudam de rota sem ter estrada certa pra trilhar, meus pneus devem obedecer o traçado caso contrário, levo a morte minha pessoa as demais que carregar comigo, e as outras que estiverem no caminho, voltando as aves de aço, me lembro de ser livre, não pra voar, para ir onde quiser, onde desejar, solitário, solto na estrada onde os perigos e as alegrias estranhas se encontram, hoje não estou sozinho, mas tbm não me sinto preso, encontrei uma pessoa maravilhosa que me guia sempre que tudo parece escuro e frio, que me ajuda com as próprias mãos, doando o próprio sangue, quando apenas preciso de suas palavras, longe dela aproveito o tempo livre pra compor, pra escrever, brincar e falar bobagens com meus amigos, aproveito pra beber e quando sinto o forte gosto das bebidas quentes, me pergunto: “pq ela não está aqui comigo agora?” Volto a pensar nas aves de aço que cortam o céus e desenham o símbolo da liberdade e força com poucas linhas de fumaça e desejo a sorte para eles,  que um dia pousem em paz para que cada um encontre sua amada, sua musa inspiradora, que elas os ajudem a entender sobre o perigo do vento, como alguém me mostra os limites do asfalto, que os ajudem desde subir aos céus com seus pássaros de aço, como em terra firme, ela me ajudam a fazer, pequenas caixas de madeira e plástico....



“As poucas coisas que você faz na minha vida, eu levo pra dentro do coração, e lá se tornam tesouros sobre seu nome que se torna mais valioso a cada dia, se tonra mais valioso que meu nome, minha vida, todo o meu mundo e meu universo, mais forte que minhas mãos, ou minha vontade de respirar, e mesmo se um dia deixasse de enxergar, lhe daria o brilho dos meus olhos, pois sei que mesmo cego segurando suas mãos, nenhum mal em meu caminho terei de enfrentar....”                                                                                                         



Por André Lopes da Silva